quinta-feira, junho 24, 2010

Coluna Champcar Brasil

Promessas de mudanças

Outra vez minha excessiva carga de trabalho me faz atrasar a entrega da coluna. As últimas semanas têm sido intensas, com inúmeros projetos a concluir e muita correria. Sinceramente sou um viciado no meu trabalho. Entretanto, quando se chega a uma jornada de 17 horas por turno, é necessário dar uma freada, mesmo que esta demore a ser acionada.

As 500 milhas de Indianápolis ficaram em boas mãos. Mesmo não tendo uma vitória de um piloto da Penske, o time demonstrou sua força, estando bem contada para o restante da temporada. Agora, com o começo do verão nos Estados Unidos, teremos uma sequencia de provas, a partir de Toronto, que somente vão ter término no GP do Kentucky, em 04 de setembro.

Não acredito que as equipes usarão sua restrita verba no desenvolvimento dos defasados chassis atuais. Ainda mais que em 2012 teremos uma mudança radical no regulamento, com a introdução de novo carro e motor (turbo com até seis cilindros, 2,4 litros, devendo produzir entre 550 e 700 cv). Uma excepcional notícia para os apaixonados por corrida, pois certamente teremos melhorias estéticas nos carros, transformando os atuais tanques de guerra, em autênticas obras de arte.

Vejo um futuro promissor para a categoria por conta dessa administração de Randy Bernard mesmo com uma herança maldita deixada pelo Tony George. A nova estratégia gerencial que essa diretoria está executando busca resultados de médio prazo (em torno de cinco anos). Por enquanto a grande maioria das decisões se mostrou acertada.

Minha grande preocupação gira em torno da retomada do processo de internacionalização do campeonato, muito prejudicado pela divisão da Indy em 1996. Da primeira vez que isso ocorreu a Cart (gestora da Indy na época) era financeiramente forte e possuía um grande prestígio com os patrocinadores, mídia e público. Mesmo assim essas mudanças prejudicaram a Cart, desencadeando a ruína lenta e dolorosa de um patrimônio construído em 29 anos, que chegou a concorrer seriamente com a badalada Fórmula 1 no mercado mundial no começo dos anos 1990.

Essas mudanças serão muito importantes, mas não significam que farão com que a Indy cresça absurdamente. No momento não há dinheiro sobrando para ações deste tipo no mercado norte-americano, principal financiador da categoria. Temos o exemplo da Champ Car. Na tentativa de utilização do Panoz DP01, um carro do ponto de vista técnico fantástico, mas sem dinheiro para investimentos, a categoria caminhou em passos largos para a falência.

Torço que tudo dê certo, afastando de vez os boatos sobre a compra da categoria pela família France, que comanda a Nascar. A ALMS, famoso campeonato de protótipos local, divulgou seu novo regulamento técnico-desportivo para 2011, diga-se, muito bem recebido pelo público e mídia especializada, prometendo oxigenar o atualmente esvaziado torneio.

A expectativa é o mesmo acontecer, só que em proporções maiores, na Indy já que é vital que equipes tradicionais como Penske e Ganassi quando guiarem em Indianápolis, Long Beach entre outras pistas, estejam utilizando carros belos e modernos, diferentemente do cenário atual.

Um grande abraço e fiquem com Deus.

quarta-feira, junho 23, 2010

Chefe é Chefe

 CHEFE É CHEFE!!!!

            Um  guarda-noturno trabalhava numa empresa especializada em
lapidação de diamantes.
            Uma manhã ele contou a seu chefe um sonho que tivera na  noite
anterior.
            Disse que o avião que ele viajaria com destino à Rússia  sofreria
um acidente e, em conseqüência, todos os passageiros morreriam.
            Seu chefe, jovem executivo, dinâmico e empreendedor, tinha
verdadeiro pânico de aviões.
            Assustado com a informação do empregado, decidiu  cancelar o vôo.
            Três dias mais tarde, leu nas manchetes dos principais  jornais
que aquele avião caíra no mar e, até o momento, não havia notícias  de
sobreviventes...!
            Imediatamente chamou o guarda-noturno, mostrou a  notícia do
jornal, agradeceu efusivamente pelo aviso que lhe salvara a  vida e, a seguir,
sem nenhuma explicação, despediu-o da companhia.
            O  guarda não compreendeu porque tinha sido despedido depois de
salvar a vida do seu chefe.
            Pergunta:
            - Por que o guarda foi mandado embora?
            Não leia a resposta abaixo...
            Pense um pouco...

       ....................................................
            Resposta:

            O empregado era guarda-noturno. Se teve um sonho  à noite, é
porque estava dormindo em serviço...!

            Conclusão:
            Chefe é chefe... Por melhor que você seja e por mais que você
faça, você nunca agrada.

       Então, DEIXE O CHEFE MORRER!!!!!

Chamando a Policia...

"APRENDA A CHAMAR A POLÍCIA" !!!
Eu tenho o sono muito leve, e numa noite dessas notei que havia alguém andando sorrateiramente no quintal de casa.

Levantei em silêncio e fiquei acompanhando os leves ruídos que vinham lá de fora, até ver uma silhueta passando pela janela do banheiro.

Como minha casa era muito segura, com  grades nas janelas e trancas internas nas portas, não fiquei muito preocupado, mas era claro que eu não ia deixar um ladrão ali,espiando tranqüilamente.

Liguei baixinho para a polícia, informei a situação e o meu endereço.  Perguntaram- me se o ladrão estava armado ou se já estava no interior da casa. Esclareci que não e disseram-me que não havia nenhuma viatura por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível.
Um minuto depois liguei de novo e disse com a voz calma:


-Oi, eu liguei há pouco porque tinha alguém no meu quintal. Não precisa mais ter pressa. Eu já matei o ladrão com um tiro da escopeta calibre 12, que tenho guardada em casa para estas situações. O tiro fez um estrago danado no cara!
Passados menos de três minutos, estavam na minha rua cinco carros da polícia, um helicóptero, uma unidade do resgate, uma equipe de TV e a turma dos direitos humanos, que não perderiam isso por nada neste mundo.

Eles prenderam o ladrão em flagrante, que ficava olhando tudo com cara de assombrado.
Talvez ele estivesse pensando que aquela era a casa do Comandante da Polícia.

No meio do tumulto, um tenente se aproximou de mim e disse:
-Pensei que tivesse dito que tinha matado o ladrão.

Eu respondi:

- Pensei que tivesse dito que não havia nenhuma  viatura disponível.

   (Luiz Fernando Veríssimo)

quinta-feira, junho 17, 2010

Coluna ChampCar Brasil

A Meia Corrida

Inicialmente minha intenção era de comentar a mais tradicional provas de monopostos do automobilismo: as 500 milhas de Indianápolis. Entretanto, não assisti a prova. E pelos comentários que li e ainda analisando compacto que assisti posteriormente eu não perdi muita coisa. Especialmente pela forma como a TV Bandeirantes cortou a transmissão nas voltas finais para mostrar o futebol.

Até entendo esse procedimento quando não se tratar de uma prova de destaque da Fórmula Indy ou em virtude da fase decisiva do Campeonato Brasileiro. Não foi o caso. Isso após as promessas do Téo José de que dessa vez a prova seria integralmente transmitida em rede aberta. Quando não o futebol, é o importante concurso Miss Brasil ou Miss Universo. Ou quem sabe algum programa de calouros que é gravado com semanas de antecedência e, subitamente, é lançado na programação. Sejamos justos: isso não é exclusividade da Bandeirantes.

A Rede TV! é outra que age assim com algumas de suas afiliadas. Aqui no Rio Grande do Sul, onde moro há mais de três anos, todo sábado e domingo tem uma programação de caráter duvidoso. Eles reprisam os melhores programas da emissora como os de Sônia Abraão, Luciana Gimenez, Nélson Rubens entre outras boçalidades. Nisso deixamos de assistir a incrivelmente disputada Pickup Racing, categoria que acompanha a programação da Copa Caixa Stock Car.

Um tremendo desperdício da concessão pública. Caso tivéssemos assistindo uma programação educativa ou cultural exaltando a cultural local eu entenderia. Contudo, reprisar programas de fofocas ou de curiosidades sobre pseudo-celebridades é muito frustrante para os espectadores mais exigentes.

Nos canais fechados (e muito bem pagos) o cenário não é muito diferente. Cansei de me programar para assistir um determinado programa, invariavelmente relacionado a corridas, e, quando chega a hora eles passam o pré-jogo do futebol, a "importantíssima" Golf Cup, ou quem sabe ainda, um programa sobre "adrenalina" que foi reprisado duas ou três vezes naquela semana. Onde fica o respeito ao consumidor? Neste último caso ainda temos o absurdo de compramos um serviço e não o recebemos. Isso é estelionato.

Como já suspeitava que o corte da transmissão das 500 milhas de Indianápolis poderia acontecer, como realmente aconteceu, preferi fazer outras coisas, como ficar perto das pessoas de quem se gosta, mesmo com contatos cada vez mais esporádicos, faz qualquer a distância e o tempo ser infinitamente inferior a alegria de estar próximos deles.

Não é sempre que tenho a oportunidade de conhecer lugares maravilhosos onde à presença do Criador se faz presente, deixando a natureza ainda mais maravilhosa e exuberante. Foram estes os motivos que me fizeram não assistir a meia corrida de Indianápolis na semana passada. Espero que compreendam e continuem lendo essa coluna nesse espaço.

Um grande abraço e fiquem com Deus.

Trabalho e mais trabalho

Salve pessoas,

este periodo tem sido de grandes mudanças e extrema correria... além das atividades normais na faculdade e academia, entre outras mudanças, estou com uma extrema e gigantesca carga de trabalho. Estou atrasado com a coluna do ChampcarBrasil e isso é uma lastima mas quando chegamos ao cumulo de 17 horas diárias de trabalho, temos de priorizar algumas coisas... regras da vida !!!

Fiquem com Deus e estarei de volta em muito breve.

Hyder

terça-feira, junho 08, 2010

Aniversário do meu pai....

Salve pessoas,

se já estava voando com um mundo de coisas, acreditem, estava em volta de apresentação apenas... estou com poucas horas de sono, muita correria.. mas Nào esqueci do aniversário de um grande homem... meu pai.... felicidades e muito sucesso... saúde e fique com Deus... Hj e sempre...

Amo vc.

quinta-feira, junho 03, 2010

RadioHead + Mario Quintana + feriado = Inspiração...

Salve pessoas,

feriado apenas no Brasil, como sigo o calendário de US, estou na ativa. Enfim, estou ouvindo uma musica na qual gosto muito, Fake Plastic Tree (Radiohead) e é quase impossível não gostar do som deles... Como não existe uma relação obvia, me veio uma poesia do grande mario Quintana... Compartilho com todos. Um bom resto de feriado e de semana. Fiquem com Deus.

quarta-feira, junho 02, 2010

Mudanças

Mudanças são momentos interessantes e, ao mesmo tempo, intrigantes em nossas vidas. As vezes podemos estar em um lugar e, de uma hora para outra, ir para o desconhecido e começar uma nova vida, em condições muitas vezes adversas. É estranho... já passei por diversas situações como esta na minha vida, em vários aspectos...

A última, que assim considero impactante e rápida, foi no meu processo transitório do Rio de Janeiro para o Rio Grande do Sul. Foi tudo muito rápido e sem preparação alguma. O que faz uma pessoa ter uma condição desta ser a certeza de sucesso ? A presença de Deus, preparando todos os caminhos e as necessidades que temos e teremos para cumprir isso. Na concepção de uma carreira, na formação de uma família nova, em um momento considerado ideal para uma mudança, existe algo que devemos considerar imediatamente. O desprendimento. Se ficarmos sempre naquela condição rústica, sem ter um passo ou objetivo traçado, assim entendo, poderemos nos estagnar como pessoas, profissionais, etc...

A vida nos leva a objetivos que, se não estivermos preparados, poderemos abdicar de muitos sonhos de forma infantil e imatura. Mas temos de aprender pois não nascemos com experiência suficiente. Mas repetir o erro já parte do principio que estamos adaptados ao erro e não creio que isso seja o ideal em nossas vidas.
É isso... em breve contarei mais sobre mudanças...
Um grande abraço e fiquem com Deus.

Não duvide do poder de Deus

O JIPE

Um jovem cumpria o seu dever cívico prestando serviço ao exército, mas era ridicularizado por ser cristão.

Um dia o seu superior hierárquico, na intenção de humilhá-lo na frente do pelotão, pregou-lhe uma peça...

- Soldado Coelho, venha até aqui!
- Pois não Senhor.
- Segure essa chave. Agora vá até aquele jipe e o estacione ali na frente.

- Mas senhor, o senhor sabe perfeitamente que eu não sei dirigir.
- Soldado Coelho, eu não lhe perguntei nada. Vá até o jipe e faça o que eu lhe ordenei...
- Mas senhor, eu não sei dirigir!
- Então peça ajuda ao seu Deus. Mostre-nos que Ele existe.

O soldado não temendo, pegou a chave das mãos do seu superior e foi
até o veículo. Entrou, sentou-se no banco do motorista e imediatamente começou sua
oração.

"Senhor, tu sabes que eu não sei dirigir. Guie as minhas mãos e mostre a essas pessoas a sua fidelidade. Eu confio em Ti e sei que podes me ajudar. Amém."

O garoto, manobrou o veículo e estacionou perfeitamente como queria o
seu superior. Ao sair do veículo, viu todo o pelotão chorando e alguns de joelhos...

- O que houve gente? - perguntou o soldado.
- Nós queremos o teu Deus, Coelho. Como fazemos para tê-lo? Perguntou o seu superior.

- Basta aceitá-lo como seu Senhor e Salvador. Mas porquê todos decidiram aceitar o meu Deus?

O superior pegou o soldado pela gola da camisa, caminhou com ele até o jipe enxugando suas lágrimas.

Chegando lá, levantou o capô do veículo e o mesmo estava sem o motor!

DEUS CUIDA DOS SEUS E NÃO PERMITE QUE NINGUÉM NOS HUMILHE.
SEJA VOCÊ TAMBÉM UMA SEMENTE DE JESUS E VOCÊ SEMPRE COLHERÁ O BEM!


Espere...

No tempo de Deus (que não é o seu) aquilo que você tanto almeja ser-lhe-à dado.
Se você está passando por provas, não se desespere. O Senhor está formando seu caráter e no tempo certo Ele lhe dará a vitória.


Deus tem visto suas lutas!
Deus diz que elas estão chegando ao fim.
Uma bênção está vindo em sua direção.

Enviem de coração, de forma livre, a quem seu coração direcionar.


DEUS É DEUS...

Coluna ChampCar Brasil

domingo, 23 de maio de 2010


Coluna do Hyder - Fabio "Hyder" Azevedo

À honra do imolado

Estamos na semana dos treinos da Indy 500 visando o Pole Day. O campeonato precisou refrear a tradição e a programação oficial das 500 milhas de Indianápolis foi encurtado. Teremos apenas um final de semana de classificação. Muitos gostaram, pois a definição do grid ficou mais ágil e se gasta menos dinheiro. Particularmente, preferia o modelo antigo onde as estratégias eram menos óbvias existia a possibilidade para alguma estratégia diferente a usual. Entretanto, o automobilismo tornou-se um setor onde o dinheiro sobrepõe o interesse esportivo e a tradição, valores que estão fora de moda.

Lembrando as 500 milhas de 1996, primeira sob a chancela da IRL, um fato triste marcaria aquele evento. A fatalidade de Scott Brayton, no dia 17 de maio, numa sexta-feira. Ele havia garantido a pole, repetindo o feito de 1995, mas durante um treino livre, perdeu o controle do carro e encontrou o muro na curva 2, a 370 km/h, vindo a morrer. Segundo testemunhas, ele teve um pneu furado. O carro se desgovernou, rodou e percorreu cerca de 180 metros antes do choque. O acidente aconteceu às 14h17min.


Aquela temporada inaugural da IRL consistia em utilizar carros de outras temporadas da Cart, como os Reynards e os Lolas até 1994. Obviamente todo o procedimento foi feito para que a morte dele não fosse declarada na pista, mas no Centro Médico. Na época, Henry Bock, diretor-médico da pista, disse que eles retardaram o anúncio até que os membros de sua família pudessem ser notificados.

Brayton nunca foi um piloto de ponta na antiga Indy Car World Series. Porém era uma “figurinha” constante nas etapas desde 1981. Não pôde completar a honraria de largar na principal posição na corrida mais importante do planeta. Suas cinco primeiras aparições em Indianápolis foram com uma estrutura própria, usando chassis Penske e March. Depois correu com a Hemelgarn em três edições da corrida. A seguir vieram quatro participações ao lado da Simon, tendo como melhor resultado um sexto lugar em 1989. Contudo, seus maiores momentos foram como piloto da equipe Menard, em treinos sempre usando motores Buick, extremamente potentes, mas péssimos de durabilidade. Algumas equipes tinham acordos de se classificarem com motores Buick e na prova usavam para motores Chevrolet ou Cosworth.

Ele foi postumamente homenageado pela IRL como um troféu dado ao piloto que melhor representar o espírito de competição durante uma 500 milhas de Indianápolis. Até hoje 67 pilotos tiveram suas vidas ceifadas neste autódromo que ao mesmo tempo é tão amado quanto odiado. Outros sobreviveram e alguns ainda puderam voltar e triunfar nessa mítica pista. A dor de perder alguém querido é profunda, e não há palavras ou gestos que possam expressar este momento. O importante é que vivamos o dia de hoje com saúde e alegria, pois o amanhã somente a Deus pertence.

No instante em que finalizo a coluna, dois colegas de trabalho passam por momentos difíceis devido a perdas familiares. O primeiro perdeu a mãe de repente. O outro a filhinha, após longo sofrimento, em virtude de problemas pós-parto. Eles, mesmo com todas as dificuldades, jamais descarregaram a tristeza e a frustração sobre algum colega. Seguraram a barra, apesar do luto, com enorme profissionalismo. Esta é dedicada aos colegas Giovane Teixeira e Domingos Tondolo.

domingo, maio 23, 2010

Jacarepaguá - R.I.P.

Salve pessoas,,

espero que este encontre-os bem. Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo em um momento quase que unico na minha vida. Mas prefiro deixar isso de lado. Ao acordar neste domingo e assistir a corrida da Stock, ou aquilo que a Globo transmitiu, me dei conta de uma pequena questão... Esta seria a penultima corrida naquele lendário e inesquecivel lugar ? A ultima será a estreia da F-Future e trofeu Linea, que por acaso terá o seu inicio num lugar que se despede das atividades.

Como vários que me acompanham sabem, frequentei aquele lugar por muitos anos. Foram diversas corridas trabalhando ou mesmo visitando amigos e quem sabe, algumas até assistindo, na arquibancada.Enfim, atualmente estou longe do Rio mas é triste demais ver um lugar tão especial ser destruido. Andaram falando que construirào uma nova pista e tudo mais... mas confesso que com os Alfredos Sirkis da vida, a familia Maia (Pai e filho) além do Ruy Cezar, entre tantos outros... A Federação de automobilismo do Rio e a CBA foram omissas demais também nesta "carteirada" politica que o automobilismo do Rio levou...

Enfim, agora é esperar a promessa dos tres poderes (municipal, estadual e federal) ser cumprida. E nesta, eu só acredito na cerimonia de inauguração... e tomara que nào torne-se mais Tikodromo... Em homenagem e respeito aos fans e profissionais, poderiam repetir o tradicional traçado.

Fiquem todos com Deus e uma boa semana. 

Ah!!! Visitem o nosso novo projeto: www.iad-canoas.net


quarta-feira, maio 12, 2010

Coluna ChampCar Brasil

terça-feira, 11 de maio de 2010

Coluna do Hyder - Fabio "Hyder" Azevedo

Reencontro no Velopark

Estamos no mês de maio e os preparativos para a corrida mais clássica do automobilismo mundial, as 500 milhas de Indianápolis, estão a todo vapor. Uma prova onde os pilotos são expostos a altíssimas velocidades por mais três horas. Desta vez, ao invés de celebramos os campeões que todos conhecem, no qual podemos apreciar suas histórias em diversos sites, inclusive neste champcarbrasil.blogspot.com, gostaria de falar sobre um piloto que em sua estréia em Indianápolis, fez uma corrida marcante, chegando em segundo lugar, e caso tivéssemos mais algumas voltas ele teria vencido.

Era 1995. A equipe, a Walker, o piloto, Christian Fittipaldi. Com três temporadas na Fórmula 1, sempre defendendo equipes pequenas, Christian decidiu dar novos rumos a sua carreia, e segundos suas palavras, foi a decisão acertada. Foi bom descobrir que o automobilismo não se resumia as politicagens e aos jogos de interesse europeus. Na América ele era feliz e não demorou a fazer amigos entre os pilotos além do que poderia vencer mesmo não estando numa das principais equipes da Fórmula Indy.

Na sua primeira temporada ele não estava entre as prioridades da Walker, totalmente concentrada na estrela emergente Robby Gordon, piloto habilidoso que contava com um orçamento maior, detinha um bom salário e com e com muito mais experiência nos ovais que o jovem brasileiro de 24 anos. Seu carro e sua estrutura de mecânicos e engenheiro foram montados de acordo com os patrocínios que havia trazido do Brasil. O sobrenome famoso ajudou neste ponto, entretanto já tinha um histórico dentro das pistas o ajudou bastante.

Foi em Indianápolis, 28 de maio, que os norte-americanos apreciaram o que os europeus não puderam ver. Sem nunca ter tido uma oportunidade para demonstrar sua capacidade na Fórmula 1, por correr nas limitadas Minardi e Arrows, Christian já brilhava em suas primeiras aparições na Cart. Ele surpreendeu os especialistas ao aliar um estilo brilhantemente estrategista e cerebral na maior corrida estadunidense, fugindo de confusões, fazendo com que seu Reynard Ford XB andasse nas últimas voltas na mesma toada do líder Jacques Villeneuve, da extinta Forsythe Green que utilizava o mesmo equipamento, porém com mais desenvolvimento. No fim o canadense, que também seria o campeão da temporada, conquistou com todos os méritos a corrida.

Mais tarde, Villeneuve confessou que se tivessem mais algumas voltas teria sido impossível segurar Christian, que vinha num ritmo alucinado. Os membros da Walker, seus patrocinadores e os brasileiros ficaram muito orgulhosos, pois mesmo não ganhando, lutou muito contra um carro ruim, fazendo-o com garra e determinação. Numa transmissão mais uma vez brilhante do SBT Téo José colocou ao vivo, para todo o Brasil, Emerson Fittipaldi, direto da cabine da TV, conversando com Christian a bordo de seu carro... Algo inesquecível.

Essa edição também foi aquela em que a Penske, utilizando chassis emprestados por Bobby Rahal com motores Mercedes, não classificou Al Unser Jr. e Emerson Fittipaldi, logo eles, vendedores das duas corridas anteriores. Roger Penske assumiu para si, cabisbaixo, a responsabilidade daquele enorme fracasso. A equipe só retornaria ao Indianapolis Motor Speedway em 2001, em virtude da guerra Cart x IRL.

Os críticos falam do Christian sem saber das enormes dificuldades e pressões a que foi submetido em sua carreira. Eu o conheço a mais de 12 anos e acompanhei de perto alguns desses momentos. É um sujeito brincalhão, simpático e atencioso sendo um dos melhores seres humanos que tive o prazer de conhecer nesse meio. Reencontrei esse velho amigo, após alguns anos, pela primeira vez desde que me mudei para o sul do Brasil, em virtude da etapa gaúcha da Stock Car, disputada no Velopark, onde estive como seu convidado.

Durante os treinos ele estava com o semblante fechado e compenetrado buscando os ajustes do seu carro. Com o fim das atividades, apareceu um sorrido no seu rosto, de um sujeito que vive um grande momento em sua vida pessoal, depois de passar por situações ruins. Quando estamos bem com nós mesmos, certas coisas que nos aborreciam antes deixam de influenciar negativamente. Não é um péssimo resultado que nos fará melhores ou piores que os demais.

Nas temporadas seguintes na Indy, ele não brilhou como merecia, cometeu alguns erros de avaliação, entretanto nunca se deixou abater por isso. Correr em Fontana e Michigan, a mais de 400 km/h, com diversos parafusos e pinos nas pernas, não é uma sensação das mais confortáveis. Utilizar um equipamento inferior – como era o chassi Swift – e ser taxado como péssimo piloto era duro de escutar. Guardo uma admiração profunda por esse paulistano nascido em 18 de janeiro de 1971. Por ele e sua maravilhosa família. Pena que a nunca tenha corrido na Penske como seu tio Emerson - exceto no famoso Goodwood Festival of Speed.

Conversando com ele percebi que seus objetivos de vida mudaram. Agora ele encara o automobilismo de maneira diferente, longe de ser sua prioridade. Mesmo ainda sendo um grande profissional da velocidade, notadamente nos protótipos e carros de turismo, hoje consegue curtir muito mais as corridas do que antigamente. Nisso ficamos parecidos, pois há tempos deixei as corridas de lado, e como o Christian, eu estou muito mais feliz com minha nova vida.

Um grande abraço e fiquem com Deus.

Chuva

salve pessoas,

Caindo uma chuva "federal" aqui na Republica Riograndense. O interessante de tudo que amanhã para a chuva e começa a queda nas temperaturas. Esperando o momento para sair e almoçar. Mas... Falando mais objetivamente... Fui !!!

segunda-feira, maio 10, 2010

Semana começando...

Semana corrida, o mestre não postou as notas, acordei e cheguei mais cedo na empresa e algumas informações confirmaram a minha postura anterior sobre determinadas pessoas.. Fiquei em silencio na época e deixei o próprio se acorrentar e enforcar-se sozinho... Enfim... colhemos o que plantamos e isso nào é uma máxima apenas. Tudo é mais verdadeiro quando agimos com correção e franqueza.

A mulher está em SP fazendo cursos na nova área e eu voltando as atividades... falamos depois. Esta semana promete boas novidades sobre o novo "porto seguro" do guerreiro !!!

Fiquem com Deus e uma excelente semana.

quarta-feira, maio 05, 2010

Coluna ChampCar Brasil

Memórias de Long Beach

Depois da gélida passagem pelo Alabama, chegamos a "Monte Carlo do Oeste", O GP de Long Beach, evento que já foi sede de diversas categorias, como a Fórmula 1 nos anos 1970 e 1980; da saudosa Cart; os protótipos da IMSA, Grand-AM, e atualmente a ALMS; e atualmente a Indy sob o comando da IRL, é um lugar muito bonito, palco desde 1975 da corrida de rua mais tradicional da América. Nessa pista o Brasil venceu somente duas vezes. A primeira, ainda na Fórmula 1, com Nélson Piquet, em 1980. A última, vinte anos depois, foi de Hélio Castro Neves num daqueles habituais passeios dominicais que “os meninos do Roger” costumam fazer nessa região litorânea próxima a Los Angeles.

Outros brasileiros estiveram próximos da vitória em diversas ocasiões. Uma corrida em especial me fora marcante. Em 1998, Gil de Ferran e Hélio Castro Neves (pilotos das equipes Walker e Bettenhausen) travariam um belo duelo. Uma pena que Gil, então o líder até a 80ª volta, teve problema na caixa de câmbio e abandonou a prova. O então estreante Helinho quase conseguiu sua primeira vitória na categoria. Infelizmente, um erro a 15 voltas do fim, bateu contra uma barreira de pneus, acabou com as suas pretensões na corrida. Terminou em nono.

Não tem como falar desta etapa na doce Califórnia sem citar o grande Al Unser Jr. Enquanto o inesquecível Ayrton Senna era chamado de Rei de Mônaco - graças as suas seis conquistas no traçado monegasco, sendo cinco consecutivas - o norte-americano deixou sua marca em Long Beach também por seis vezes. Não me esqueço prova de 1992. Al Jr. buscava seu pentacampeonato (ele venceu todas ali desde 1988). Porém, seu companheiro na Galles Kraco, e campeão da Indy, Danny Sullivan tinha outros planos. Nas voltas finais ele conseguiu domar o rival. Mesmo com chassi Galmer sendo muito ruim, o talento desses dois pilotos aliado ao potente motor Chevy e ainda contando com a excelente estratégia montada por Rick Galles, acabaria por fazer toda diferença.

Considero esse como um dos seus grandes momentos na carreira do Danny, ainda mais após sua saída da Penske em 1990, e da fracassada passagem pela equipe Patrick com motor Alfa Romeo na temporada seguinte. Escrevi anteriormente que este propulsor italiano fazia parte originalmente de um projeto da Ferrari para a Indy. Depois a equipe vermelha desistiu do projeto e, para não perder o dinheiro investido, entregou toda a estrutura desenvolvida para a Alfa, que desde o final de 1986 era uma subsidiária da Fiat, dona também da Ferrari. Foi uma decisão sábia, pois tanto o carro quanto o motor se mostraram um tremendo fracasso nos testes e mesmo a compra dos chassis March em 1990, e Lola em 1991, não resolveu a situação da equipe comandada por Pat Patrick e assim a imagem da Ferrari ficaria extremamente arranhada.

Finalmente, não posso deixar de fora a última corrida da história da Champ Car World Series, que teve um melancólico fim nesta pista, na única corrida disputada em 2008, depois de anos de agonia e avassaladora queda de qualidade técnica, mesmo tendo um carro muito moderno. Entretanto a categoria já não tinha mais o combustível financeiro de outrora. O Will Power, por justiça, deveria ser declarado o campeão daquele ano, independente de ter sido uma etapa apenas.

Em relação aos protótipos, confesso não ter assistido toda a corrida da ALMS no sábado anterior a corrida da Fórmula Indy. Até que foi uma prova curta, durando cerca de 1h45min, bem mais rápida que às longas 12 Horas de Sebring por exemplo. Gostei de ver o Simon Pagenoud vencer em Long Beach e mostrar aos dirigentes da Indy que ele tem muito talento e deveria estar lá. O Gil de Ferran não estava errado ao buscá-lo para seu time da ALMS.

Um dos pilotos mais bem-sucedidos nesse tipo de campeonato (antigamente chamado de IMSA - Campeonato Americano de Marcas) foi o paranaense Raul Boesel, único brasileiro campeão do Mundial da modalidade. Em 1991, ele saiu da Indy, após correr pela decadente Truesports, que tentava na ocasião desenvolver seu próprio chassi. Pilotando para Jaguar, Raul travou grandes duelos com Perry McCarthy, Marc Surer e principalmente o temido Drake Olson dentre tantos veteranos talentosos.

Esse é o ramo do automobilismo com o maior potencial de crescimento nos próximos anos. Principalmente os norte-americanos possuem a cultura de acompanhar de perto esse tipo de corrida graças Nascar que geralmente é disputada em corridas que passam fácil das 3 horas de duração. É um cenário bem diferente do que ocorre aqui no Brasil, onde as corridas não ultrapassam os 45 minutos, em virtude dos interesses dos nossos canais de televisão, mais preocupados em exibir novelas e programas de fofoca.

Um abraço e fiquem com Deus.

terça-feira, maio 04, 2010

Texto do Victor Martins

Salve pessoas,

estava lendo o Blog Victal sobre a etapa gaúcha da Copa Caixa de StockCar e não pude deixar de concordar com tudo que ele escreveu, brilhantemente naquele espaço. Parece tudo muito estranho pois os pilotos e equipes são sempre "avacalhados" pela própria emissora que deveria promover o evento. Acho ridiculo tudo isso, ainda mais para quem assistiu de casa... Já começam a prova com grande atraso e cortam faltando cerca de 3 voltas para o final...

Não sei se seria o caso de buscar uma nova emissora pois a Globo é muito forte e não há como negar mas talvez seria o caso de ter uma postura mais séria contra a emissora do Jardim Botânico. Isso por parte da Vicar e das equipes e pilotos... Porém... confesso que não sei se eles teriam coragem de brigar contrar as migalhas que a venus platinada "oferece" em suas transmissões... Vejam que o evento foi um sucesso... tanto nas arquibancadas assim como para os convidados e tudo mais...Fica aqui o pensamento...


domingo, abril 25, 2010

25 de abril de 1944

Salve leitores pensantes deste humilde blog,

hj é um dia especial nesta familia... digamos assim que a responsável por este doublê de blogueiro e analista de sistemas estar escrevendo algo aqui hoje está de aniversário. Mamãe, digamos assim, está trocando de outono. Estou longe fisicamente mas tenho certeza que dentro de seu coração, e vice-versa. Distância é algo que é forte e muitas vezes chato mas neste meu caso, algo necessário.

Minha mãe, junto do meu pai, foi e é uma tremenda base fisica, psicologica e espiritual pra mim... Uma referência de correção, carater, honestidade e, principalmente determinação, garra, perfeccionismo e amor a Deus... Este último supera qualquer outro sentimento. Fácil fácil.

Mãe, felicidades e muito sucesso. Saúde e fique com Deus... esta é uma frase que uso em quase todas as dedicatórias de aniversário que deixo mas para ela é diferente pois ela é muito especial !!!! Mãe, amo vc !!!! E continua cuidando do meu pai !!!

E para celebrar isso, estou postando um pequeno vídeo sobre um pouco desta familia, em especial da minha mãe, com uma musico muito especial do maestro Yanni - Acrovali / Standing in Motion (Medley)

quarta-feira, abril 21, 2010

Brasilia 50 anos

Salve pessoas,

bom dia e bom feriado para os que assim podem. Depois de tantos e tantos escândalos, chegamos a mais um feriado e o país para. Tiradentes, aniversário de Brasilia... Vamos a eles:

Já li várias teses que Tiradentes não foi herói coisa alguma. Fizeram dele um "herói" que na verdade não é e nunca foi. Dados até sobre a barba dele são considerados falsos por diversos historiadores. Mas... como não podemos provar totalmente... Que assim seja.

Quanto a nossa capital federal. Se fosse nascido naquela epoca, seria totalmente contra como sou hoje em dia. Até hoje pagamos uma conta pesada pelos devaneios de JK. Levar a capital de uma região maritima e mundialmente conhecida para um lugar no meio do nada... sei não... parece que os caras não queriam que o povão soubesse de tudo que poderia rolar por aquelas bandas. Garfaram o Rio de Janeiro, mais uma vez, de forma covarde e invejosa. Para diversos amigos que são do exterior, eles dizem que acham que a nossa capital é o Rio de Janeiro.

Além da conta sobre a construção, nem é preciso dizer sobre outras coisas como os Arruda e os Paulo Octávios da vida... O mais estranho é que estar num centro de midia e comunicação, com grande destaque mundial, como era e sempre será o Rio de janeiro, poderia causar transtornos para aqueles mequetrefes e suas reais intenções. Porem parece que nunca imaginariam que um dia a comunicação seria quase instantânea e que logo saberiamos de tudo. Falam muito de JK como grande estadista e tudo mais, porem poderiam falar desta continha que ele deixou nas nossas mãos. Morei em Brasilia por dois anos e logo depois em Anapolis (GO), então posso falar com propriedade do lugar. Muitas coisas acontecem em Brasilia que normalmente não sabemos pois existem diversas leis que restrigem certos fatos no planalto central.

Enfim, não vejo o que comemorar... até porque estou de plantão... No EUA não tem este feriado lá e logo assim, estou trabalhando... faz parte !!!

Um grande abraço e fiquem com Deus

quinta-feira, abril 15, 2010

Olha o maaaaaltee !!!

Pois é galera.. este humilde blog entrou na mais nova onda na rádio...

Mantenham as tradições - Coluna ChampCar Brasil

Mantenham as tradições

O ano está passando mais rápido que esperado. É incrível ver que estamos rumando para segunda quinzena de abril e a chegada de maio é o grande desejo dos fãs. A Indy (para mim, continua como IRL, pois a Indy original foi "morta" no final de 1995 e o seu assassino está solto por aí) está chegando a Indianápolis em algumas semanas. Muitos pilotos estão se movimentando para tentar chegar as 500 milhas, algo que não me agrada muito, já que a maioria é somente corredores, não verdadeiros concorrentes ao título.

O Graham Rahal está entre os que buscam uma oportunidade sendo que a questão financeira é o grande obstáculo ao seu objetivo. É possível até uma zebra e ele vencer a tradicional corrida de Indiana, pois esta é uma prova diferenciada, apesar disso ele não terá equipamento suficiente para lutar pelo cobiçado troféu. O que deve estar passando em sua mente é disputar todo o campeonato.

Outro piloto que passa pela mesma situação é Paul Tracy. Mesmo não concordando com algumas opiniões e atitudes dele, contudo, não há como negar que se trata de um vitorioso, um campeão. Parece ser uma espécie de discriminação por ele ser um cara autêntico. Em algumas ocasiões, falar o que pensa pode ser um tanto complexo, entretanto admiro pessoas assim, já que também costumo agir da mesma forma, sempre que possível. Às vezes o silêncio é uma das grandes estratégias de um profissional. Não é sempre que se conhece a idoneidade da pessoa que está do outro lado com o bloco e um gravador em punho. Hoje vejo ocorrerem situações que me entristecem em demasia.

No fim dos anos 1980 e começo dos 1990, quando esse colunista era somente um adolescente com 14 anos, o calendário da Indy Car World Series tinha sua primeira etapa sempre no tradicional oval de Phoenix, deixando os carros, logo em seguida, o deserto do Arizona rumo a Long Beach, na linda e ensolarada Califórnia. Nesse período do ano, entre o final de março e/ou início de abril, todas as atenções da mídia e torcida eram direcionadas para aquela prova praiana, que para muitos – eu entre esses -, tratava-se de um campeonato a parte. Eram tempos em que, com toda a justiça, Emerson Fittipaldi e muito raramente Raul Boesel, tinham seus passos acompanhados da mesma maneira que os nossos representantes na Fórmula 1.

A Indy 500 possui algumas tradições muito bacanas que eles fazem questão de preservar. O fato de o vencedor tomar leite no Círculo da Vitória, ritual que começou nos anos 1930 vem de um acordo entre as cooperativas de leite do estado de Indiana, um dos produtos mais importantes da economia local. O Troféu Borg-Warner, bancado por uma famosa fornecedora automotiva de Michigan, introduzido em 1936, é outro símbolo importante. Já a pomposa premiação, na faixa de alguns milhões de dólares, é bem real.

Existe também o desfile no dia anterior a prova com a presença de todos os pilotos. Temos ainda a foto oficial, com todos os 33 pilotos presentes, na Bolsa de Valores de Nova Iorque. Muito interessante, é a confecção dos ingressos da prova com o rosto do vencedor do ano anterior, homenagem repetida por seis vezes até aqui. A classificação é um espetáculo quase tão importante quanto à corrida em si, ocorrendo à definição do pole position, também conhecido como Pole Day, sete dias antes da prova. A linha de tijolos, que marca a linha de chegada, é outra reverência aos homens e mulheres que desafiaram uma pista voraz, arriscando suas vidas pela vitória.

Considero aqueles pilotos antigos verdadeiros astros, numa época na qual frescuras como assessorias de imprensa, empresários, massagistas e preparadores físicos eram exclusividade das estrelas de cinema. Eram tempos em que os pilotos muitas vezes metiam a mão na graxa para fazer os reparos e ajustes nos seus carros. O prêmio não chegava aos valores de agora, mas com certeza, para algumas dessas legendas, terem seus rostos imortalizados no Borg-Warner valia mais que todo o dinheiro do mundo.

Infelizmente, para este ano, parte dessa tradição quase centenária vai ser destruída. Em 2010, teremos apenas 18 dias de atividades, com mês de maio não mais exclusivo para as 500 milhas de Indianápolis, pois teremos o GP do Kansas logo na primeira semana do mês. Sei que os tempos são outros, porém não concordo em retalhar a programação da prova mais rentável da categoria. Ainda mais se levarmos em conta que somente poucas corridas da temporada regular dão lucro. Tanto é verdade que, quando o campeonato chamado Indy 500 se encerrar após 200 voltas do dia 30 de maio, veremos diversos pilotos e equipes com sérias dificuldades orçamentárias para concluir o restante do ano. Tem sido assim desde a cisão em 1995.

Um abraço e fiquem com Deus.